“Uma das questões interessantes é de onde vêm os hidratos de carbono, pois são os blocos de construção de DNA e RNA”
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Os pesquisadores William W. Hauswirth e Alfred S. Lewin, responsáveis pelo trabalho, acreditam que a técnica poderá tratar pacientes no futuro. Crédito: Universidade da Flórida
Uma terapia genética desenvolvida pela Universidade da Flórida, nos EUA, pode tratar um tipo de cegueira comum em jovens e adultos: a retinose pigmentar, uma doença que causa a destruição das células da retina. A técnica repõe os genes que não funcionam direito, fazendo com que o corpo passe a produzir novamente proteínas essenciais aos bastonetes, células sensitivas à luz (fotoreceptoras). Um artigo sobre o trabalho foi publicado no periódico científico online especializado Proceedings of the National Academy of Sciences.
Muitos testes ainda deverão ser realizados antes que a técnica seja usada em pacientes. Mas os pesquisadores estão animados com os avanços obtidos até agora. Para William Hauswirth, professor de oftalmologia, genética molecular e microbiologia, a terapia poderia melhorar consideravelmente a visão de pessoas, a ponto de fazer com que elas voltem a ler ou dirigir, já que a doença começa com uma perda da visão periférica ou noturna, eventualmente progredindo para a cegueira total.
A equipe usou vírus como ‘meio de transporte’ para genes que deveriam ser entregues em regiões específicas do olho. Os pesquisadores também clonaram uma espécie de ‘interruptor’ responsável por ativar o gene ao chegar no local desejado, fazendo com que as proteínas certas para o bom funcionamento da visão fossem produzidas. Testes laboratoriais foram bem sucedidos e animais tiveram a visão recuperada com a técnica. No entanto, novos experimentos ainda devem ser realizados em grande escala com animais, para que se possa ter certeza de que a versão de vírus utilizada seja de fato segura se aplicada em seres humanos.
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